25 de mayo del 2026
Relações externas Rede de Centros de Pensamento das Américas se reúne no Rio para fortalecer integração e desenvolvimento da região
AL não deve escolher entre EUA e China, diz ex-ministro chileno
No cenário de disputa pela hegemonia internacional entre Estados Unidos e China, os paises da América Latina não devem escother uma entre as duas potências, mas manter relações a bertas e leais com ambos os parceiros. A avaliacão é do ex-ministro da Fazenda do Chile e presidente pro tempore da Rede de Centros de Pensamento das Américas (CEPAS), Felipe Larrain. O economista e académico chileno diz que a importância de cada uma das potências varia de acordo com a posição geográfica dos países na região.
“Para o norte da região, a principal parceiro são os Estados Unidos. Para o sul (Brasil, Chile, Peru), é a China", afirmou por escrito aoValor. Larrain foi ministro do expresidente Sebastián Piñera (1949-2024).
Larraín, que acumula o cargo de diretor do Centro Latino-americano de Políticas Económicas e So-ciais da Pontificia Universidade Católica do Chile, disse também que a guerra no Oriente Medio tem efeitos distintos sobre as economias latino-americanas. Enquanto os grandes exportadores de petróleo, caso de México, Colômbia e Brasil, têm ganhos de receita com a alta do preço do barril, importadores líquidos, como o Chile, sofrem um "golpe forte" nas contas públicas: "Embora todos sejamos prejudicados pelos maiores custos de produção e pelos impactos no bolso de nossas populações", diz.
Por outro lado, o economista considera que o cenário pode representar um incentivo para a substituição de energias fosseis por energias limpas: “Temos enormes vantagens em nossa região com a energia solar, cólica e térmica."
Para fortalecer a cooperação cm desenvolvimento económico, social e político, sete centros de estudo das Américas criaram, no fim de 2024, a CEPAS. O grupo reúne o Atlantic Council, dos Estados Unidos; o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e "think tanks" de México, Argentina, Chile, Colombia e Pe-ru, além do espanhol Real Instituto Elcano. Outros centros de pesquisa solicitaram adesão.
A rede de pesquisadores, especialistas e lideranças institucionais se reuniu pela primeira vez no ano passado, em Santiago, quando o Chile assumiu a presidencia temporária. O segundo encontro está marcado para esta segunda (25) e terça (26) na sede do Cebri, na zona sul do Rio.
A primeira edição debateu de-safios estruturais da América Latina e os impactos na região das transformações tecnológicas e das tensões geopolíticas globais. Agora, o encontro se volta para o efeito das dinámicas internacionais, com guerras e medidas protecionistas, nas
Americas, com foco em temas de soberania, autonomia regional, democracia e multilateralismo.
"Estamos realizando trabalhos conjuntos cm nossos principais temas — crescimento, integração e segurança -, aos quais incorporamos a inteligência artificial, e que iremos discutir em nossa reunião no Rio. Além disso, estamos abordando uma pesquisa sobre a América Latina em 2050, disse Larrain.
A situação da América Latina co mundo em 2050 é também o título de uma palestra ministrada pelo economista e professar amenicano Jeffrey Sachs, com quem Larrain escreveu o livro "Macroeconomia: Em Uma Economia Global", lancado no inicio dos anos 2000.
Para o chileno, a América Latina tem demonstrado capacidade de se recuperar de crises econômicas, mas passa por uma desaceleração, com um ritmo de cresci-mento abaixo da média mundial e dos parceiros comerciais desde a pandemia: “Um de nossos principais desafios é eliminar essa la-cuna nos próximos anos”, diz
A diretora-presidente do Cebrie vice-presidente da CEPAS, Jula Dias Leite, disse que o objetivo él viabilizar um diálogo mais intenso na região: "Falta diálogo e pensar todos como uma região. Esperamos que o grupo seja um lugar de pensamento das Américas”.
A partir dos debates, será produzido o Documento CEPAS 2026, que reunirá os principais consensos e será a base da agenda de 2027. Uma das frentes de trabalho da rede CEPAS até o próximo ano é a aproximação com os governos do continente e a articulação com organismos intemacionais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina c Canbc, o CAF antiga Corporação Andina de Fomento).
Fuente: Valor Económico, Página 12 - Brasil
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NoticiastyleCategorías
MacroeconomíapublicColaboración con Instituciones o Centros UC
Facultad de Economía y Administración UCCentro Latinoamericano de Políticas Económicas y Sociales, CLAPES UC
Director del Centro Latinoamericano de Políticas Económicas y Sociales (Clapes UC). Doctor en Economía. Universidad de Harvard (EE.UU.). Ingeniero Comercial UC. Exministro de Hacienda. Profesor Titular Facultad de Economía y Administración UC.
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